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Política

Brasileiros em Portugal arrecadam 200 toneladas de alimentos para RS, mas estão parados em galpão; entenda

Reprodução: Redes Sociais

Uma iniciativa de arrecadação liderada pela comunidade brasileira em Portugal e por portugueses resultou na coleta de mais de 200 toneladas de doações destinadas às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul. No entanto, os donativos estão atualmente armazenados em galpões em Lisboa e no Porto, sem um plano ou previsão concreta para serem enviados ao Brasil.

A Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) estão em processo de articulação com a Força Aérea Portuguesa para elaborar um plano logístico visando o transporte das doações para a população gaúcha.

No entanto, a Força Aérea Brasileira (FAB) considera atualmente inviável o deslocamento de uma aeronave para Portugal com essa finalidade, considerando que seriam necessárias aproximadamente 35 horas para o transporte, tempo durante o qual a FAB já consegue transportar uma quantidade significativamente maior de doações internamente, das 1.500 toneladas já reunidas em bases no Brasil para a Base Aérea de Canoas, no Rio Grande do Sul.

A embaixada brasileira em Lisboa e os consulados brasileiros no Porto e em Faro estão conduzindo a triagem dos donativos, onde os itens são categorizados e a validade dos alimentos é verificada.

Voluntários envolvidos na arrecadação na cidade do Porto relatam que a iniciativa começou com uma mulher que alegava ter acesso a uma aeronave e que funcionários do Consulado estavam colaborando. No entanto, o grupo foi posteriormente informado de que não havia veículo disponível para o transporte. Nas redes sociais, os voluntários anunciaram o encerramento das doações, indicando que o limite foi atingido.

Alguns dos brasileiros à frente da arrecadação em Portugal expressaram frustração com o que consideram descaso e falta de agilidade por parte do consulado em auxiliar na ação solidária.

Em resposta, os Consulados-Gerais do Brasil em Lisboa e Porto destacaram que não têm relação com iniciativas individuais relacionadas à doação de bens e valores para os afetados pelas enchentes no Rio Grande do Sul, e recomendaram que as doações fossem feitas por meio de canais oficiais.

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